Soft Skill x Hard Skills: o que elas têm de diferente?
Quem tem pela frente o desafio de contratar e desenvolver pessoas certamente já se deparou com as expressões soft skill e hard skills. Mas você sabe o que elas significam e quanto podem impactar sua empresa?
Skills são habilidades ou competências que, no ambiente corporativo, podem fazer a diferença na hora de resolver problemas, concluir tarefas, criar estratégias, entre outras atividades.
Por muito tempo, em processos seletivos, apenas as hard skills eram consideradas relevantes. Isso por se tratar das competências técnicas necessárias para que uma pessoa possa exercer a função para a qual foi contratada. Elas são facilmente identificáveis, podem ser aprendidas, ensinadas e mensuradas, como a proficiência num idioma estrangeiro, a apresentação de um diploma de graduação, entre outras.
Porém, com o passar dos anos e as transformações no ambiente corporativo e no mundo, novas habilidades precisaram ser avaliadas, dando espaço às soft skills. Mais difíceis de identificar e mensurar, trata-se das competências sociocomportamentais, ligadas às habilidades mentais de um colaborador ou candidato a uma vaga de emprego. Assim, indo além de um curso, um diploma, elas envolvem características como comunicação interpessoal, proatividade, resolução de conflitos, capacidade de liderança, reação sob pressão, entre outras.
O profissional ideal é aquele que consegue combinar soft e hard skills para desempenhar suas funções, mas nem todo candidato vem com o pacote completo quando o assunto são competências. Nesse sentido, o RH pode identificar aqueles que têm mais potencial para serem desenvolvidos e investir em treinamentos, planos de desenvolvimento individual, avaliações e feedbacks, entre outros.
Os jovens do PROA, por exemplo, passam por um longo período de identificação e desenvolvimento de skills a fim de capacitá-los para construir um plano de vida e chegar ao mercado de trabalho muito mais preparados.
Profissionais sem o hard skill necessário para o desenvolvimento de suas funções, por exemplo, podem ser tão prejudiciais ao clima de uma organização quanto aqueles que não possuem soft skills e acabam tornando o relacionamento entre líderes e equipe muito complicado.
Mas quando uma empresa pode contar com profissionais capazes de combinar soft e hard skills, ela obtém como resultado diversos benefícios, como ver o trabalho fluir melhor, alcançar objetivos de forma mais fácil, ter profissionais mais autônomos, oferecer mais flexibilidade a seus colaboradores, desenvolver pessoas, entre outros.
Estar preparado para o novo mercado de trabalho é desenvolver competências globais que permitam não só que o profissional se destaque por sua competência técnica, mas também – e principalmente – por suas habilidades sociocomportamentais.